sábado, 14 de abril de 2007


Fugit Irreparabile Tempus
Conheceram-se ao acaso, num desses acasos que a Internet propicia. Em pouco tempo tornaram-se bem próximos. Não a proximidade de apaixonados virtuais, mas sim aquela mais palpável, a proximidade da amizade. Ela era o tipo que gostava de falar e ele de ouvir. Ela angustiada, ele tranqüilizador. Algumas vezes, trocavam de lugar - era ela quem ouvia as angústias dele e, assim, sentiam-se mais e mais unidos. Chegou, enfim, o dia de concretizarem a amizade, encontrando-se fora do mundo virtual. Como esperado, sentiram, no abraço que trocaram, como se há muito se conhecessem...
Aquele beijo... Aquele medo...Ela tinha tanto a lhe dizer, tantas coisas a contar, mas notou que aquele era um de seus dias ruins, que ele não estava para ouvir, mas sim para ser ouvido. Ofereceu-se para ouvi-lo. Ele, então, falou de toda sua angústia, angústia vinda de tantos pensamentos que lhe vinham à mente. Pensava em tantas coisas, na fome do mundo, nas guerras, na intolerância, enfim, em todos os males da humanidade e se angustiava por não saber como ajudar e por não conseguir parar de pensar em tantas coisas ao mesmo tempo. O coração dela apertou com o sofrimento dele. Puxou-o em sua direção, recostando-lhe a cabeça em seu ombro. Então, com um gesto de extremo amor, abriu-lhe a cabeça para que seus pensamentos pudessem escapar.
escritos de Lebre de Março 1:52:00 AM
Ps: Nem acredito que me deparei com esse texto... quando eu estava aqui pensando em algo sobre nós!

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